QUEM TEM MEMÓRIA FAZ HISTÓRIA

QUEM TEM MEMÓRIA FAZ HISTÓRIA
LÍVIA DAYRELL

FOTOGRAMA DA VIDA

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Oficinas na Casa de Candongas

As Oficinas de Dança e Capoeira no Espaço Cultural Casa de Candongas tem continuidade nos próximos meses!

Para mostrar a proximidade dos nossos vizinhos com a Casa vejam alguns depoimentos dos moradores do  Bairro Cachoeirinha e entorno que encontrei em nosso arquivo. São projetos que já aconteceram na Casa e retornam de portas abertas ao nosso querido público.   

Abraço a todos!

Depoimento de Irene Mendes da Silva:
 
 Sua filha filha participou de uma Oficina de teatro infantil.
Depoimento de Robson Soares:

Para Robson, entre os maiores méritos da Candongas está o de tirar muitos adolescentes da rua.

                                                 Arquivo da Casa de Candongas.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cultura Popular: uma valorização nacional

É claro que não vou perder a oportunidade de assistir à peça "Mitos: O Folclore do Mestre André", uma valorização da Cultura Nacional.

Esta peça me remete ao livro "O Coronel e o Lobisomem", de José Cândido de Carvalho, que li há algum tempo atrás, onde está presente tanto um universo racional quanto um universo mítico. O autor cita a cidade e o campo. A cidade como um ambiente hóstil, onde predomina um jogo de interesses (universo racional). Já o universo mítico é representado em contraposição ao ambiente urbano, onde está presente um mundo mágico e insólito, com lendas como da sereia, do lobisomem e do ururau.

Na história o Coronel Ponciano, personagem principal, transita entre esses dois mundos.O protagonista possui mais reputação que propriamente atos concretizados. Dizia-se valente, mas nunca tinha coragem de tomar uma atitude quando se deparava em situação de perigo, embora tivesse a fama de valente.
O livro refere-se aos anos 30, início da industrizaliação, urbanização e fim do coronelismo. O Coronel Ponciano é um personagem exemplar da sociedade da época. A falência do Coronel nos negócios de compra e venda do açúcar é um retrato da decadência das economias primárias ligadas à agricultura.

A peça "Mitos", assim como no livro "O Coronel e o Lobisomem" valorizam a cultura popular.

A espectadora Ana Aparecida comenta que ao assistir à peça "o riso com certeza é garantido".


Até sábado (e domingo) no teatro Dom Silvério com a Cia. Candongas, em cartaz a peça "MITOS: O Folclore do Mestre André"
Diversão garantida!!!

domingo, 4 de abril de 2010

Mitos: O Folclore do Mestre André


Mitos O Folclore do Mestre André
Adaptado da obra Marcelo Xavier

Que recebeu da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil a Qualificação de "ALTAMENE RECOMENDÁVEL"

Visto por mais de 250.000 espectadores.

O espetáculo é uma adaptação dos livros "Mitos" e "Crendices", ambos da Coleção "O Folclore Mestre André", do escritor e artista plástico Marcelo Xavier. O autor assina juntamente com a Cia. Candongas a direção cênica e é responsável pelos figurinos, adereços e cenário.

Mestre André, o personagem folclórico da cançao popular, que é "contador de histórias que parece saber um pouco de tudo", nos apresenta as histórias fantásticas de vários Mitos brasileiros. Nelas, seres humanos comuns (de carne e osso) encontram com o Lobisomem, o Curupira, o Boto ou a Mula-sem-cabeça. Vendo o espetáculo você saberá de coisas mágicas como: pegar o Saci ou porque o Boitatá aparece.

"O Folclore do Mestre André" lembra a todos que o povo brasileiro tem uma cultura rica e fascinante. Ao assistir o espetáculo, as crianças poderão assimilar com prazer toda esta riqueza, criando laços mais fortes com as próprias raízes.

É apoiando o teatro infanto-juvenil que a ArcelorMittal ajuda a transformar o mundo em um lugar melhor. 

Fonte: Cia Candongas

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Máquina de Pinball

 “Máquina de Pinball”, espetáculo ganhador do Prêmio Funart Miriam Muniz de Teatro 2007, apresentou em curta temporada na Casa de Candongas nos dias 19,20 e 21 de março. Sob a direção de Gil Esper, seu elenco é formado por Priscilla D’Agostini, Isac Ribeiro e Rodrigo Fideler.

Priscila D’Agostini interpreta “Camila”, uma jovem de vinte e poucos anos, escritora, viciada em afetaminas e baladas. O espetáculo trata de questões contemporâneas. São várias informações que chegam ao mesmo tempo. É exatamente o século XXI, por isso, não tem como fugi desse cenário... Não há tempo para pensar, refletir enquanto as cenas acontecem. Foi o que percebi como espectadora. O tempo todo é ação. Em um momento senti que essa sensação fosse mudar. Foi quando entrou a cena de Londres, a neve caindo... (bonita a cena). Cessa a neve e tudo volta com muita rapidez. Rock, super-heróis, pulos e mais pulos sobre aquele cenário, senta-se, levanta-se, desce escada, sobe escada, vai, vem, volta, tudo perdido, e no fundo uma máquina de pinball. Achei interessante quando a Camila se compara com uma Máquina de Pinball, que tinha que “apertar os botões na hora certa...”

Há o que refletir:
-Quem não se sente perdido em meio a essa ideologia da correria?
-Geração SPC ??!
-Relação estável ou sair se apaixonando em cada festa?

São algumas das questões que a personagem Camila se pergunta, sentada num sofá branco, assim como tantos outros!!!



quinta-feira, 1 de abril de 2010

Apresentação

Em meio a tantas oportunidades interessantes, senti vontade de criar um novo blog e dividir isto com vocês!

O Espaço Cultural Casa de Candongas, onde comecei neste ano de 2010, como Produtora, os espetáculos aos finais de semana, oficinas de teatro, dança, música, artes plásticas e outras programações que acontecem na Casa, os meus colegas, atores da Cia de Candongas, Cláudia, Gustavo, Guilherme, Wagner e Antônio Leite, também, a produtora da Companhia, Alice Lucchesi e no setor da Comunicação, Luciana, no setor de Iluminação Dudu, todos agora fazem parte da minha vida.

A seleção para o Curso em Desenvolvimento e Gestão Cultural do projeto Pensar e Agir com Cultura, de iniciativa do Professor José Márcio Barros, no Palácio das Artes em uma acirrada concorrência de quase 600 candidatos para 50 vagas me deixou imensamente feliz. Espero fazer dele o melhor possível, aprender e multiplicar conhecimentos.

Faço parte do grupo de professores da Escola Odilon Behrens, e agora, também como membro do colegiado; da Escola Crescer; e também a participação como professora no projeto de oficinas para crianças do Fundamental 1 da rede municipal de Educação, de iniciativa do professor de capoeira Wesley (Guga) que me proporcionam crescimento ao planejar, realizar e avaliar o processo.

Como aluna da Escola de Dança Marilu Dias, posso dizer que as aulas de Jazz, com as professoras Daphine Dias e Marilu Dias me ajudam a enxergar a vida de uma forma diferente (quando me lembro do início, em 2007 kkkkk, quanta evolução)!!!

Tudo o que quero compartilhar!

BREVE CONVERSA!!!

Experiências passadas são de grande importância para os dias de hoje! Vale lembrar...

Na Escola Guignard, a Pós-Graduação em Arte e Contemporaneidade, sob coordenação do Professor Ronan Couto, com excelentes professores e colegas foi magnífico.
Não posso deixar de admitir que os intervalos, os corredores e os encontros da turma sempre depois da aula, na antiga Baiana da Savassi e no Café com Letras (era de lei, durante todo o curso), para mim foram como verdadeiras aulas, e as mais descontraídas que tínhamos. Risos e mais risos...

O Itaú Cultural Belo Horizonte (este ainda na época da faculdade) ahhhh que saudade!!! Visitas e mais visitas, chá das cinco, montagens, exposições, bate-papo com artistas, computadores com banco de dados, sala de vídeo (verdadeiro cinema), público, relatórios, malotes, divulgações... Os colegas de trabalho e artistas, Miguel (coordenador), Helder Profeta, Guilherme Machado, Valéria, Lô e Djalma. Não me esqueço de vocês, embora não os vejo sempre! Também não me esqueço dos amigos do chá das cinco! Conversas intelectualizadas! Rsrs....

Nessa época fiz vernissage, logo uma ou outra exposição, mas cada uma delas com muita dedicação. Ah, lembro do prêmio na exposição interna da Escola Guignard, com dois auto-retratos (pintura e objetos). Eu ainda era estudante iniciante no curso e foi um incentivo pra mim. A arte está presente em minha vida, a produção artística faz parte da minha história.

A passagem pela Grafite Teatro Empresarial foi de grande importância na área. Como Assiste de Produção, trabalhei com o diretor e ator, Júlio Margarida. Em uma de suas peças muito conhecidas, “Confissões de um Estressado”, foi onde eu tive a oportunidade de conhecê-lo. Era interessante acompanhar a seleção dos atores feita pelo diretor para se integrarem ao grupo, além disso, eu tive a oportunidade de acompanhar vários espetáculos. Teve uma peça de classificação livre que me chamou muita atenção a “Companhia de Palhaços”, pela linguagem tão simples para que uma criança entenda assuntos tão sérios e por eu estar ligada à Educação. Também participei de algumas oficinas de circo direcionada aos atores do grupo. Malabares, perna de pau... Um pé na produção e outro para me tornar atriz. hahhhahahahahah sejamos modestos!!!

Desde o ano 2000 leciono Arte, para o ensino fundamental e médio nas Escolas Estaduais.

Na rede particular, a partir de 2008, iniciei na Escola Educar onde lecionei até 2009 e agora, a partir de 2010 na Escola Crescer de Belo Horizonte.

Entre 2004 a 2006, na rede federal, o CEFET-MG me proporcionou significativa experiência como professora de Arte do Ensino Médio e também no curso de Turismo, com viagens, vivências e conhecimento técnico. Era muito inspirador ministrar as aulas de arte, muitas vezes ouvindo o coral do Cefet regido pelo professor Maestro Lucas D’oro na sala de música que ficava bem ao lado da sala de Artes Plásticas. Além de exposições no Hall Administrativo do prédio, dos trabalhos desenvolvidos pelos meus alunos nas aulas, com a equipe da área, Carmem Mattos, Sancha Lívia, Vanessa e Cláudia sob a Coordenação de Arte do Professor Bruno Lombardi.

Procuro estar atualizada, participar de cursos e oficinas. Dizem por aí “Conhecimento nunca é demais, não toma espaço e só acrescenta”. Lembro-me do Curso de Atualização para Professores, realização do Programa Valores de Minas, abrangeu História da Arte, Teatro, Dança, Música e Artes Plásticas. Foi compensador a troca de experiências.

Uma oficina interessante que participei e não podia deixar de citar, foi em Fotografia, culminou com a exposição coletiva “Fotografia Plástica”, sob curadoria de Patrícia França, com participação de vários artistas e fotógrafos, na Casa do Conde.

QUEM TEM MEMÓRIA FAZ HISTÓRIA

Permita-se, emocione-se!
Como um teatro da vida!